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Eu imaginei q o último post seria o último, mas, é claro, eu precisava de um pra finalizar! O meu novo blog fica no
http://www.tempestade.elfasdesign.com/
Ainda está em fase de construção, mas já está em uso! E para quem quer matar saudades das minhas velhas tempestades (principalmente eu mesma), esse aqui continua!
... - ... (assim, cheio de reticências, é a melhor maneira de terminar. E que venham as novas tempestades...)
Escrito por Mim às 03h20
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Queria q esse fosse o último post nesse blog. Preciso desesperadamente de um novo Tempestade. Assim, só tempestade mesmo. Esse negócio de nome e sobrenome é complicado pra quem já é complicada demais. Aliás, não sei se vcs repararam, meus nomes estão se perdendo no tempo. Como tantas outras coisas nesse blog.
Meus links, quase todos, não funcionam mais (hoje fui de um em um para me certificar disso); esse template n funciona no firefox, q é usado por quase td mundo (inclusive eu); quero mais espaço para mais idéias - e não só as tempestades - e esse blog n pode oferecer isso; quero um modelo simplificado, com destaque e espaço para idéias e tempestades - não apenas para a beleza do template. Enfim, quero cara nova e corpo novo para uma mente que já mudou há tempos - ainda estão aqui as loucuras de minha mente incansável. Mas acho q estou descobrindo que as loucuras não são tão loucas. E que a minha mente não é tão incansável. Um novo corpo para uma nova vida - e um brinde a quem está me virando do avesso. E olha que essa beleza interior surpreende...! Com olhinhos brilhando, tudo fica mais divertido!
... - para quê assinaturas, afinal? Talvez essa seja mais uma das coisas que devo mudar/acabar...
Escrito por Mim às 19h37
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Eu pensei muito no que escrever hoje, eu simplesmente sabia que tinha que escrever. Continuo pensando, e realmente não chego a nenhuma conclusão em relação a isso. Mas em relação a outras coisas, sim. Agora eu sei porque eu odeio estar certa. É porque, para estar certa, eu sempre faço alguém sofrer. Meus pontos de vista são provados com muito sofrimento, e por isso eu desejo sempre estar errada. Para que eu não faça ninguém sofrer. Outra conclusão que cheguei é que eu estava certa, obviamente, já que, sem estar certa, não chegaria à conclusão acima. Seria um contra-senso. Mas estava certa sobre o quê?, esta deve ser a pergunta. Leia o post abaixo. Muita gente adora julgar os outros, é verdade. Quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra.
Talvez você seja o mais esperto de todos, engando-os com a sua máscara, tão confortável embaixo dela, bancando o bobo da côrte para dizer as suas verdades. Não ser levado a sério é realmente um dos seus méritos. Mas só um deles.
Eu me senti realmente idiota hoje. Não porque fui feita de idiota, mas porque me fiz. E ser idiota do seu lado é a melhor coisa que pode me acontecer, e só você entende o que significa para mim tudo isso. Além de idiota, me senti incrivelmente feliz como pinto no lixo, literalmente. No lixo. Porque amo ser surpreendida e você me surpreendeu. Porque você me surpreendeu da melhor e mais inteligente forma - jogando meu jogo, com as minhas armas, no meu território. E me vencendo, o que é realmente o melhor de tudo. Quando você me vence (e podem ter sido poucas, mas memoráveis vezes), quando me curvo sob a sua simplicidade e honestidade impressionantes, você me ganha, em todos os sentidos. E sendo assim, dos outros, não só tão minha, eu sou ainda mais feliz. Eu me sinto gente. E só você entende o que significa para mim tudo isso, mais uma vez. Talvez você seja realmente inexperiente (e aí está a beleza: não ter esses medos idiotas de se entregar), mas, imaturo, nunca. E você provou isso para mim com maestria hoje - e não é que eu o achasse antes. Apenas você demonstrou um lado seu que eu vejo tão poucas vezes (e, os outros, praticamente nunca), e, por isso, eu preciso remarcar: o seu olhar plácido e seguro encontrar o meu choroso e suplicante e, após um silêncio, me dizer "você grita, eu grito, por sorvete no palito" - explicando, claro, o que raios significava isso depois. Só você mesmo para dizer isso. E, mais uma vez, por isso que te amo. Pode ser que o mundo inteiro ache que você não vale a pena, é só mais um garoto fazendo graças para ganhar um pouco de atenção. Sinceramente? Se você não liga, melhor! Então você será só meu. Egoísmo? Sim! Hoje eu posso. Hoje eu sou humana - graças, principalmente, a você.
É claro que todo esse acesso de humanidade, desconcerto e egoísmo vai passar, e voltarei a ser a dama de ferro distante do resto do mundo. Mas, como eu lhe disse hoje, existem certas coisas na vida que a gente não pode se deixar esquecer. E eu não quero esquecer nunca do dia de hoje. Do dia em que você foi adoravelmente você sendo tão igual a um lado odioso meu. E se tudo mais acabar e um dia eu sentir por você a ternura fingida que tenho pelo meu passado, que, pelo menos, eu não esqueça de uma das melhores coisas de minha vida - encontrar alguém que me ensinou a tentar ser eu mesma. De dentro para fora. E eu prometo que vou tentar não fazer mais promessas ridículas, e repetir os humores de ontem. Eu te amo por amar o que há de pior em mim.
Aos outros, que viram certo e entenderam tudo errado - e, creiam-me, não há um/uma só de vocês que possa ter entendido algo certo (até que eu o explique, é verdade) - não tomem suas verdades como parâmetros: elas não são. Se quiserem julgar, então sugiro que procurem saber ao menos do que falam/pensam, se lhes for do interesse. Se não quiserem julgar, lhes digo, é a melhor das opções. Vocês não entenderiam, de qualquer forma. Aos que estão preocupados comigo/conosco, acreditem, fazia tempo que a gente não se divertia tanto - e nos divertiremos na próxima oportunidade que tivermos. Como eu disse no post anterior, só nós dois sabemos as agruras e as belezas de sermos nós dois. E, hoje, certamente, conto como dois anos de beleza (se fossem dois anos de agruras, não seriam dois anos). Não estamos bem. Estamos melhor.
Por fim, isso não são satisfações para qualquer um/uma além de mim mesma. Mas eu sei que tem gente que se preocupa comigo/conosco, e, portanto, só queria dizer: não se preocupem. Vocês viram as máscaras, e as máscaras não dizem muito sobre alguém. Eu precisava escrever para registrar esse momento em que eu, como nunca, estou me sentindo de carne, osso e nervos. E isto é deliciosamente doloroso e divertido.
... (eu que me despi dos nomes num acesso de humanidade cega) - "eu não sei dançar tão devagar pra te acompanhar"... mas eu vou continuar tentando.
Escrito por Mim às 19h34
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Vim escrever por um motivo até estranho para mim. Ouvi certas coisas ontem à noite - e só os que estavam lá fazem idéia de como a noite rendeu - e me pus a pensar sobre o que nos faz julgar os outros tão cedo e tão imprudentemente. Já quebrei muito a cara, descobrindo pessoas maravilhosas atrás dos meus preconceitos. E uma coisa posso dizer com certeza: pode ser que não exista isso de fulano merecer ciclano (afinal, as pessoas não são tão boas ou tão ruins que devam ser tratadas como fardos ou prêmios), mas, certamente, se alguém tem que merecer alguém, uma coisa que posso dizer é que ganhei um presente dos deuses - e não merecia. Não porque eu seja uma menina má e n mereça as bênçãos divinas, e que ele seja, por princípio, uma dádiva. Mas eu tenho algo que nunca esperei ter na vida. O meu pacote é completo: amigo, amante e, com toda certeza, companheiro/parceiro/cúmplice.
Eu podia falar muito sobre você e sobre nós dois, mas eu seria injustamente simplista, não importa o quanto ou quão profundamente escrevesse. A gente é e sempre vai ser uma coisa tão nossa, que mesmo que os outros nos julguem até o fim dos dias (e que nós demos corda para isso), eles nunca saberão o que é ser dois por vontade, quando se podia ser um. E que julguem e falem, isso não vai importar. Na verdade, é só mais uma parte desse mistério gostoso que a gente vive, em que nem a gente entende. Mas a gente sempre se entende, e isso é tudo.
Não sei se você vai lembrar, gato, mas domingo vai fazer dois anos que a gente se conheceu. E você, melhor que ninguém, sabe que não sou muito dada a comparações (elas são sempre um tanto injustas). Mas eu preciso dizer que você foi o ponto G dos dois melhores anos de minha vida. E eu não vou te agradecer por isso, porque, como você também sabe, eu não agradeço as coisas que a gente faz por amor. A mim só cabe retribuir. E, nesse ponto, certamente merecemos um ao outro.
Ruiva - "um amor puro não sabe a força que tem". - eu sei também que você odeia djavan, mas eu só lembro de vc qnd eu ouço essa música, sorry. XD
Escrito por Mim às 08h55
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Sábado à noite. Eu, sozinha, diante de um computador, tento alguns telefonemas. Sem muito sucesso. Meu quarto está por arrumar, minha cozinha está uma zona, e eu tenho um romance para escrever. Nada que agrade, nesse momento. Queria apenas uma companhia para conversar, andar pela cidade, falar qualquer besteira. Está sendo complicado reaprender a ficar sozinha.
Sabe, eu entendo Shaya. As pessoas acham que perder o que se tem é triste, mas, às vezes, me parece que perder o que se achou que tinha é mais triste ainda. A ilusão é uma armadilha perigosa que nossas mentes preparam para a gente se sentir melhor momentaneamente. E desgraçadamente mal, depois que se descobre a verdade que desvirtuamos. Eu tenho raiva, agora. Me sinto idiota por ser uma mulher entregue à disciplina e à submissão. Por isso estou desabafando aqui e não jogando várias verdades revoltadas na cara de um certo alguém que não é responsável por nada, mas que poderia ser.
Já percebi que estou dando voltas demais para falar o óbvio, e isso significa que já está na hora de parar por aqui.
Mary – Ser histérica é parte da natureza humana, e, portanto, me sinto um et agora.
Escrito por Mim às 19h28
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Começo meu post assim:
"I wish I had a metal heart I could cross the line I wish I was as half as good As you think I am"
Das mentiras que eu conto; das verdades que eu escondo:
Uma novela idiota aparece, e eu me faço uma pergunta tão idiota quanto: qual o pecado que me move? Certamente não é a gula. Se fosse, eu não teria pecados aqui em casa, o que faria de mim uma santa em vida (o que, obviamente, não é verdade, devo avisar para alguns desavisados). A ira? Também não seria, já que a maior parte das pessoas que eu odeio e consumo meu tempo odiando não fazem grande diferença em minha vida. Na verdade, odiá-las é quase um hobby. Simplesmente precisamos falar mal de algumas pessoas para ressaltar nossas qualidades, é tudo. Não, não é a ira que me move. Preguiça muito menos, minha disciplina às vezes chega a ser irritantemente militar. Como acordar às 7h da matina de um domingo e arrumar e limpar todo o quarto antes das 8h. Luxúria também não. Quem me conhece meu pior lado (e conto esses nos dedos da mão de um maneta), sabe que a maior parte do meu prazer, de forma estranha, vem da própria privação. Algo cristão como o sacrifício. Avareza não é, porque sou uma verdadeira perdulária quando sinto que preciso. Às vezes não abro mão de uns prazeres presentes pela garantia de um futuro incerto. Faltam vaidade e inveja. É triste, mas sou movida a vaidade e a inveja. A vaidade faz parte do meu narcisismo natural, e quem já falou comigo mais de uma vez, sabe que não consigo falar 2 minutos inteiros sem falar de mim mesma e meus maravilhosos feitos. Mas a inveja... descobri que a inveja me corrói de uma forma quase doentia quando encontro alguém que é melhor que eu em alguma coisa que, em determinado momento, tem a importância de uma vida. Certamente já te invejei em algum momento, acredite. Talvez ainda te inveje. Enquanto todos os olhares estão em você, a minha vaidade insiste que eu devia estar no seu lugar, porque os holofotes são meus por direito. Parece ridículo, mas vim falar disso justamente porque estava, há poucos minutos, olhando o orkut de alguém que simplesmente é melhor que eu porque tem naturalmente a atenção e a amizade de quem eu queria ter. Tem beleza, tem sex appeal, talvez não seja tão divertida, mas queria estar no lugar dela, porque a comunicação não é tão essencial para os homens. Pode ser idiota e imatura, mas os idiotas devem ser mais felizes. Sei que isso é não dar valor ao que tenho, mas foda-se, eu sou humana. Eu queria mais e mais, e só o meu autocontrole militar me permite me contentar com a minha realidade.
Qual a relevância de tudo isso? Nenhuma. Não vai fazer diferença na minha vida ou de qualquer outra pessoa, no final das contas. Ninguém nunca saberá, não fui feita para os pecados, afinal. No fundo, tudo que eu queria mesmo é me sentir livre para cometer cada um desses pecados sem sentir a culpa cristã que está incrustada em minha alma. E Deus ou Cristo não têm nada a ver com isso.
. . . - "I wish I wasn't flesh and blood, I would not be scared..."
Escrito por Mim às 02h40
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Não vim dizer muitas novidades. O mundo não continua o mesmo, mas a minha vida anda mais calma. Muitas promessas para as férias, principalmente execução de antigos projetos e muito descanso - e muuuuito pouco gasto. Apesar de sentir falta de minhas conversas comigo, também é gostosa a vida assim - fazer mais que pensar, ao invés de pensar mais que fazer.
Fica uma música não para uma pessoa, mas para todas. Para o meu momento particular. Muita gente precisava ler/ouvir isso... Inclusive você.
Paulinho Moska - A Seta e o Alvo
Eu falo de amor à vida, você de medo da morte Eu falo da força do acaso e você, de azar ou sorte Eu ando num labirinto e você, numa estrada em linha reta Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo Mas o alvo, na certa não te espera
Eu olho pro infinito e você, de óculos escuros Eu digo: "Te amo" e você só acredita quando eu juro Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra. Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era E o que era ? Era a seta no alvo Mas o alvo, na certa não te espera
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar Eu quero saber a verdade, e você se preocupa em não se machucar Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade Eu me ofereço inteiro, e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça De já saber o fim da estrada Quando se parte rumo ao nada ? (solo)
Sempre a meta de uma seta no alvo Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça De já saber o fim da estrada Quando se parte rumo ao nada...
Sami - apenas, mas suficiente.
Escrito por Mim às 23h51
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“Num velho disco a vida se desfaz
Em poucos minutos
Pra onde aquele tempo te levou
Também vou...”
Olhar para trás não faz o meu tipo. Mas eu quis guardar aquela memória. Não foi a primeira vez que me despedi de uma casa, mas talvez tenha sido a primeira vez que me despedi de um lar. E o mais engraçado de tudo é que não foi o meu.
Não que nunca tenha tido antes um lugar para viver sonhos e pesadelos, ou que nunca tenha me sentido em casa. Nem que ali não tenha se passado lágrimas e angústias. Não. Mas foram aquelas paredes que me sorriram, que me acolheram, e se chamaram de sonho. Era onde eu ia visitar todos os finais de semana, e muito mais que isso, até nos sonhos, o lugar onde reinava a minha paz. Podia encontrar tudo além da paz: o medo, o riso, a vergonha, o companheirismo. Mas era onde a minha paz morava. Levava dez a quinze minutos até chegar à minha paz, e só de pensar que ela estava perto, ali, em cima daquele morro, ela já estava mais perto ainda. Um lugar em que minha felicidade foi inquilina por algo como anos. Onde eu tive a certeza de que o lar não é doce, mas salgado de lágrimas e de suor. Lágrimas de felicidade e de tristeza. E suor de prazer e de trabalho. Mas só um lugar onde você pode chorar todas essas lágrimas e suar todos esses prazeres e essas dores é que se pode chamar de lar. Talvez tenha sido o primeiro, certamente não será o último.
Olhar para trás não faz o meu tipo, mas eu queria lembrar daquele chão de madeira quente, da meia luz que entrava pela janela, mesmo no dia mais iluminado, do cheiro do sabonete, e da água fria que me acordava ao pisar no chão do box molhado. Do teto de madeira velha mal pintada de branco, da janela inocente por trás de uma árvore que escondia um mundo de felicidade. O sofá e a lata de tinta, e os brincos perdidos na mesa ao lado. Do abraço e das pernas aconchegantes atiradas na frente do computador, e das roupas quentes e macias que encontravam os lugares mais estranhos para serem guardadas. Do baú intocado de revistas, e das idas e vindas dos gatos sobre meu corpo. Cada quarto com seu cheiro. O dos fundos tinha aquele cheiro de que estava sempre fechado e lembrava barulho, muito barulho de uma bateria que não se podia encostar nas noites de silêncio. Do sótão e do quarto de empregadas e da biblioteca, descobertos a pés descalços e numa curiosidade infantil. Do som dos pratos na pia, e do cheiro do molho de macarrão congelado. E o gosto da água mineral no copo de peixes às nove horas da manhã, quando ele nem sonhava em acordar. Das pernas enlaçadas no sofá da sala de tevê, dos filmes que se prolongavam até depois do meu sono incontrolável.
Não que tudo isso vá acabar, que não possa acontecer em outros lugares. Mas vai levar ainda algum tempo até chamar outro lugar assim: lar. Sempre vai ser o lar de alguém outro, a casa de quem não me pertence. Mas vai ficar a lembrança dos dias em que fui feliz pensando como a felicidade plena custava tão pouco: bastava acordar todos os dias ao lado do amor.
Sami - "felicidade é uma cidade pequenina, é uma casinha, é uma colina, qualquer lugar que se ilumina quando a gente quer amar".
Escrito por Mim às 11h26
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Nada de novo por aqui. A correria da vida faz a gente esquecer dos problemas. Ou melhor, não lembrar deles. Ou talvez os problemas só existam enquanto pensamos neles. De qualquer forma, maresia.
Faço parte da onda de mulheres que estão precisando de reuniões femininas. Talvez elas mais do que eu. Mas o fato é que todas nós estamos muito limitadas aos nossos respectivos. Precisamos desse tempo pra encher a cara e falar merda, o que os homens sempre têm. Cara, estou me sentindo um tanto velha esses dias. Velha, não madura. Queria dormir e acordar em Starshollow, de preferência me chamando Lorelay Gilmore. Certamente as coisas não seriam mais fáceis, mas com certeza seriam muuuuuuuuito mais divertidas.
Sami - I can go with the flow... Do you believe it in your head?
Escrito por Mim às 19h56
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Perdas e danos - nós tentamos fingir que já vem a bonança quando a tempestade ainda não acabou. Faz parte de manter a classe quando se está fodido. Vai ver que funciona dizer uma mentira três vezes para virar verdade. E anos depois de ouvir histórias da carochinha, eu descubro que ainda posso acreditar em contos de fadas... ainda que saiba que eles são tão reais quanto fadas madrinhas. Eu sou desprezível. Os seres humanos o são.
Nobody Can Win - Garbage
Well, I set myself up big time this time With the notion that you try your best, then Everyone wins
But nothing ever goes that smoothly And it won't end like a movie Where the good guy always wins
Until you figure out A way that you can live without Stories with happy ends
Everyone I know's trying to get by Fighting all the half-true lies Nobody can win
They fill you up with expectations Elevations and predictions that can't Possibly fly
Cinderella's waiting tables And the princess never did wake up That's how it begins
Until you figure out A way that you can live without Stories with happy ends
Everyone I know's trying to get by Fighting all the half-true lies
Nobody can win Nobody can win Nobody can win
... - "fix me now I wish you would bring me back to life..."
Escrito por Mim às 15h52
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Um monte de coisas entaladas na garganta e os olhos marejados.
Primeiro a negação - já passei por essa parte. Depois o ódio - acho que estou nessa. Terceiro, o desespero - estou quase lá. Quarto, a aceitação. Não vejo a hora de terminar esse ciclo de horrores. Tenho que colocar na cabeça que isso vai passar, e é melhor que seja rápido e com a ajuda de um cara sensível que me diga tudo que preciso ouvir agora - alguma ajuda para meu ego ia me fazer muito bem. Ah, e, claro, que beije muito bem e foda melhor ainda. Bem, enquanto ele não chega, vou para cama ter pesadelos com essa realidade solitária. Dolorosamente solitária. Faz falta agora o tempo em que a solidão era uma boa amiga.
... - "Solidão é lava que cobre tudo, amargura em minha boca, sorri seus dentes de chumbo. Solidão, palavra cravada no coração, resignado e mudo, a um passo da desilusão."
Escrito por Mim às 00h17
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Definitivamente, são novos tempos. Tentei acompanhar a mim mesma, mas mudei mais rápido do que podia prever. Agora estou assim, meio descompassada, tentando conhecer essa nova pessoa que se apresenta. Ainda não tem nome, ainda não tem cara, como uma criança sendo gestada, mas que, ao mesmo tempo, já nasceu. Não sei bem o que tenho que fazer, mas estou certa de que preciso de duas coisas: cuidar muito bem de nós duas (eu passado e eu futuro) e de ajuda. Essa coisa de solidão é foda, desaprendi a estar sozinha, ainda que precise de muita solidão para reaprender. E precise disso. Faz falta tudo que sabia fazer quando ficava sozinha. Viver pelos outros é mesmo uma merda. Preciso enfiar na cabeça que essas coisas eu tenho que fazer por mim mesma.
Ainda custa um pouco (ou um muito) de coragem para pedir a ajuda. Mas o desconcerto e os olhos baixos já revelam alguma coisa. Sei que não adianta tentar me procurar em algo que já foi: eu estou me descascando e descobrindo em baixo uma pele novinha em folha, desprotegida, despreparada. Não que eu vá me enfiar numa redoma, não faz meu estilo. Mas definitivamente me fará muito bem buscar o novo bem no meio do velho. Procurar e refazer velhos hábitos. Futucar minha caixinha de memórias, fazer uma mistura louca de pedaços de cheiros, gostos, músicas, e visões velhos com tudo que de novo me acontece. De novo. Engraçada, essa expressão. Vai pro meu wordpress (que um dia será público, tão logo eu tenha um novo nome e uma nova cara).
um passo de cada vez, para quem ainda está reconhecendo as próprias pernas. Estou com pressa de chegar, mas não quero nascer prematura. Bem, pelo menos eu nova puxei à mãe: ainda sou contradições.
... - talvez eu precise de uma(s) mão(s) e algumas incisões para sair desse útero escuro.
Escrito por Mim às 17h22
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Hoje várias pessoas vieram me perguntar se estou bem. É verdade que estou mais tranquila que triste, mas o que incomoda mesmo é essa desorientação. Tem certas coisas na vida que, por mais que você se prepare, chega na hora, você nunca sabe bem o que é certo e o que é errado. É difícil, para nós ocidentais, encarar a morte. Pior é quando vemos que a vida lá fora não pára para esperar você se recuperar. Pior ainda é quando as pessoas fazem pouco de todo seu esforço para levar aquilo da melhor forma possível. Muita coisa dói agora. E acho que nada do que dói agora foi ela quem deixou. A saudade ainda vai demorar um tanto pra bater (a consciência do que está acontecendo também). Triste é que nem a vida, nem as pessoas (principalmente certas pessoas) não entendam essa necessidade de "sesta" que a gente tem. Ter tempo para digerir a vida é importante, e seria realmente perfeito se as pessoas de quem a gente mais precisa pudessem compreendê-lo.
Sami - Triste não tanto pelos "adeuses" quanto pelos "até logos"
Escrito por Mim às 21h01
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Nota mental:
Pra largar mão de ser besta: eu posso até fazer pelos outros o que eu gostaria que fizessem por mim mesma. Mas eu tenho que saber que sou a única (senão uma dos poucos) que faz isso nesse mundo. Eu não sou cristã, então eu tenho que entender que martírio não combina bem comigo. E é muito démodé.
Hannah - Não pisa no meu calo que é pra não rolar stress!
Escrito por Mim às 06h23
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Para que a beleza do e-mail que recebi não se perca numa caixa cheia de esquecimentos... Para aquelas(es) que não entenderam, é uma época de despedidas para minha família, nas palavras da minha prima linda que nos mandou isso... Minha avó vai visitar o céu (e não faz diferença se ele existe ou não agora). O Samhain vai ser dela esse ano.
Sobre a morte e o morrer
Rubem Alves
O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define?
Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver." A vida é tão boa! Não quero ir embora...
Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: "Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?". Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: "Não chore, que eu vou te abraçar..." Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.
Cecília Meireles sentia algo parecido: "E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...”
Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. "Minha filha, sei que minha hora está chegando... Mas, que pena! A vida é tão boa...”
Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.
Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: "O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?". O médico olhou-o com olhar severo e disse: "O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?".
Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.
Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.
Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
Muitos dos chamados "recursos heróicos" para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da "reverência pela vida". Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: "Liberta-me".
Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: "Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei...". Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.
Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.
Texto publicado no jornal “Folha de São Paulo”, Caderno “Sinapse” do dia 12/10/03. fls 3.
Sami - Um coração apertado e uma cabeça aberta.
Escrito por Mim às 17h10
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